sexta-feira, julho 13, 2007


Olá

O vosso blogger mais arábico e o único correspondente para o Médio Oriente está vivo e ainda respira. Depois de 9 meses no Golfo Pérsico vou deixar aqui o meu primeiro post.

O conteúdo é o mais real possível. Decidi tirar algumas destas fotos hoje de manhã para poder guardar e mostrar quais são as raízes e do Dubai e como tudo nasceu.


A foto aqui em cima é da Auto-estrada que faz a ligação entre Abu Dhabi e Dubai. A imagem do homem com um pijama na cabeça, completamente inesperada no meio do deserto, é do Sheik Zayed - o pai dos UAE. Um dia farto de ver tantas fotos so sheik por todo o lado perguntei a um local qual era a razão de tanto egocentrismo. A resposta foi muito demagógica ficando-se pelo o Sheik está na rua, ele está no meio do povo. Ok. Não volto a perguntar. De qualquer forma não se deixem intimidar pelo quase culto de personalidade. Na realidade, este país é o mais livre e democrático do médio oriente. Aqui coexistem Indianos, Paquistaneses, Libaneses, Ocidentais, Filipinos, Iraquianos... Há um local em Abu Dhabi onde existe uma Mesquita ao lado de uma Igreja Católica que por sua vez ladeia com uma Igreja Ortodoxa e ainda um templo Indiano. A única coisa que não se vê por aqui são Judeus e se ligarem para as informações a pedir um no. de telefone de Israel vão dizer que esse país não existe. Mais, os sheiks estão a financiar a recontrução de cada uma das casas destruídas pelos Israelitas. Como devem perceber não deve ser mt fácil ser Judeu no Médio Oriente...

Continuando o nosso passeio: a entrada do Dubai é sempre a mesma coisa. Primeiro o metro. O maior do mundo em fase de construção. Para os engenheiros fiquem a saber que para além desta viga de lançamento há mais 6. Pouca coisa para estes árabes que têm neste momento o maior número de gruas do mundo em operação.
Continuando pela Sheik Zayed Road a selva de edifícios novos e em construção continua. Há gruas por todo o lado e paquistaneses pendurados no andaime mais próximo. O vidro espelhado do já construído contrasta com a poeira e o caos generalizado do que ainda se está a fazer.



Uma das imagens de marca dos Emirados é a capacidade de fazer crer toda a gente que tudo já está pronto. Exemplos há vários. Começando pelas míticas Ilhas em forma de Palmeira publicitadas em outdoors de dimensões surreais, fiquem sabendo que das 3 previstas apenas a mais pequena está próxima de começar a ser habitada - a Palm Jumeirah, mesmo ao lado do emblemático Burj Al Arab. Sem dúvida uma Obra Prima (Não confundir com a prima do mestre de obras - Ai a Voxx...). Tudo irá ficar pronto daqui a muitos anos "inxalá". A foto aqui ao lado foi tirada apartir do Madinat Jumeirah, um hotel fantástico que tem canais por onde os barcos tipicamente locais circulam, criando uma cópia perfeita do creek. Madinat Jumeirah é muito mais do que isto. É também um dos melhores lounges do Dubai, tem um dos clubs mais exclusivos e ao mesmo tempo democráticos do Médio Oriente onde semana após semana passam todos os DJs e grandes nomes da música, restaurantes de todos os cantos do mundo e um parque aquático. Quase tudo o que puderem imaginar está lá. Aqui ao lado podem ver que os árabes se renderam aos encantos caucasianos. O pijaminha está quase a ter um colapso!


O Dubai tem muitas coisas fantásticas mas a realidade e as raízes da cidade estão aqui no Gould Souk, o mercado do ouro local e o creek, braço de mar que se estende em forma de U pela cidade. Esta é a gente que anda nas ruas do verdadeiro Dubai dowtown. Bem longe do amontoado de resorts e praias. As figuras são bem reais e foram fotografadas hoje de manhã:

A reunião do sindicato taxista paquistãnês...



O árabe punk que pinta o cabelo para mostrar que esteve em Meca e não no Sudoeste


Un hombre tranquilo indiano passeando na sua bici sob ameaça do táxi paquistanês mais próximo...


A urubú com o seu chapéu fashion. Elas ligam mt aos detalhes que podem mostrar.

Ajuntamento Urubú - Indiano protegendo-se do Sol
Beijos e Abraços

1 Comments:

At 19:47, Blogger Eduardo said...

Johny! Muitas saudades das jantaradas e das tardes de vento e água salgada... Adorava fazer-te uma visita, pois é com toda a certeza uma realidade chocante (por muito democrática que seja) com a nossa da Europa (do Sul...)! Só tenho mesmo é pena do preço dos bilhetes, que dão para alguns milhares de viagens a Tarifa, com tremoço e amendoim incluídos(para além do terror de não encontrar um pijama que me vá abaixo das canelas... Só de me imaginar de vestido branco a meio da perna e com o pouco pelo do perónio coberto apenas pelo o pó das obras...)
Grande abraço e continua a escrever.

 

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